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BNU vai reforçar apoio às Pequenas e Médias Empresas em Macau - Paulo Macedo

23 de Setembro de 2017, 03:36

Macau, China, 22 set (Lusa) - O presidente executivo do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou hoje, em Macau, que o Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai aumentar o apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao desenvolvimento do setor do retalho no território.

Paulo Macedo falava numa audiência com o chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Chui Sai On, no âmbito de uma deslocação a Macau para participar nas comemorações do 115.º aniversário do BNU, um dos bancos emissores do território, e que integra o grupo CGD.

De acordo com um comunicado oficial distribuído no final da audiência, Paulo Macedo lembrou que o BNU "explora atividades em todos os países de língua portuguesa" e, por isso, acredita que o banco vai "certamente contribuir com o seu papel e potencialidades para que Macau se torne na plataforma de serviços comerciais entre a China e o mundo lusófono".

O Chefe do Executivo recordou que o BNU está estabelecido em Macau "há muitos anos, é uma importante instituição financeira e um dos bancos emissores de moeda e que tem desempenhado um papel muito importante no desenvolvimento económico e na manutenção da segurança e estabilidade do sistema financeiro" do território.

O governante assegurou ainda que, "no futuro, o Governo da RAEM irá, tal como sempre, apoiar o desenvolvimento do BNU e das atividades financeiras de Macau, bem como, em conjunto com esta instituição financeira, envidar os maiores esforços em prol do progresso económico" local.

Chui Sai On lembrou que o Governo da RAEM, "com o forte apoio do Governo Central", dedica-se, designadamente "à participação ativa no projeto nacional [chinês] 'Uma Faixa, Uma Rota', na estruturação do Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e no fortalecimento do papel de plataforma de serviços de cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa".

Por isso, de acordo com o documento distribuído aos jornalistas, o chefe do Governo disse acreditar que "o setor financeiro de Macau, que inclui o BNU, irá aproveitar estas oportunidades para explorar mais espaço de desenvolvimento", esperando também que o banco "possa aproveitar as potencialidades existentes na rede de atividades dos países de língua portuguesa para, em conjunto com o Governo da RAEM, alcançar a meta da implementação de uma plataforma entre a China e a lusofonia e promover a diversificação económica adequada".

No encontro participaram, entre outros, o presidente executivo do BNU, Pedro Cardoso, e a chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, O Lam.

Na quinta-feira, à margem da cerimónia comemorativa dos 115 anos do banco, Paulo Macedo tinha afirmado que o BNU vai desempenhar um papel ainda mais ativo na promoção de negócios entre o território, a China e os países lusófonos.

Para a CGD, Macau e o BNU são uma porta da China para os países lusófonos, em termos de negócio e trocas comerciais, afirmou o responsável

A CGD está presente em sete países lusófonos e é líder em cinco: Portugal, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Em 2003, a China estabeleceu a RAEM como a plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa.

EJ // FPA

Lusa/fim


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