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Autoridade Monetária de Macau sobe taxa de juro em linha com Fed

14 de Dezembro de 2017, 18:21

Macau, China, 14 dez (Lusa) -- A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) subiu hoje a taxa de juro em um quarto de ponto percentual, para 1,75%, em linha com a decisão anunciada na quarta-feira pela Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos.

Trata-se da quinta vez que a AMCM eleva a taxa de juro de referência desde dezembro de 2015, informou a entidade reguladora em comunicado.

A moeda de Macau, a pataca, encontra-se indexada ao dólar de Hong Kong e, por essa via, ao dólar norte-americano, pelo que, "com a finalidade de salvaguardar o funcionamento eficaz do regime de indexação cambial da pataca ao dólar de Hong Kong é justificada a uniformidade da evolução da política da taxa de juros", refere, em comunicado, a AMCM, que funciona como banco central de Macau.

"A AMCM seguirá a subida de 25 pontos-base da taxa de juros indicadora anunciada pela Autoridade Monetária de Hong Kong", cujo ajustamento da taxa de juros resultou, de igual modo, do regime de indexação do dólar de Hong Kong ao dólar norte-americano, "na medida em que a Reserva Federal dos Estados Unidos tomou a decisão, em 13 de dezembro, de subir em 25 pontos-base a taxa de juros indicadora".

As taxas de juro no mercado monetário de Macau "têm demonstrado uma tendência de aumento nos últimos meses, pelo que o nível de liquidez da pataca diminuiu, pelo que "face ao aumento do custo do capital no mercado monetário, a pressão sofrida pelos bancos, em razão do aumento da taxa de juros aplicável ais negócios da banca de retalho, veio a ser uma constante", contextualiza a AMCM.

Assim, "não se pode excluir a possibilidade de os bancos locais, num futuro próximo, subirem a taxa de juros aplicável a depósitos e crédito de diversa ordem", adverte a AMCM, ressalvando que o ajustamento da taxa de juros aplicável aos negócios da banca de retalho "constitui uma decisão comercial que deve ser tomada por cada banco".

O regulador alerta para ainda a população para "a necessidade de se manter atenta ao agravamento eventual das flutuações (a verificar) no mercado dos imóveis, de modo a, por um lado, avaliar com maior prudência a sua situação económica e financeira, (...) e, por outro, a ponderar sobre a capacidade própria de aquisição de habitação, assegurando de forma adequada a gestão do risco".

Em paralelo, insta o setor bancário a "assegurar uma boa gestão em relação aos riscos potenciais que resultem da evolução da taxa de juros".

DM // VM

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