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Tailândia quer terminar comércio de bens com Coreia do Norte até ao final do ano

14 de Dezembro de 2017, 23:45

Banguecoque, 14 dez (Lusa) - A Tailândia prevê acabar até ao final do ano com as importações e exportações de bens de e para a Coreia do Norte, declarou hoje um responsável do Ministério do Comércio tailandês.

"Esperamos que, daqui até ao final de 2017, terminem as importações e as exportações de mercadorias entre a Tailândia e a Coreia do Norte", declarou Pimchanok Vonkorpon, do ministério do Comércio tailandês.

Durante os primeiros nove meses do ano, o comércio bilateral entre a Tailândia e a Coreia do Norte ficou-se pelos 1,6 milhões de dólares, o que representa uma redução de 94% em relação ao mesmo período de 2016, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros tailandês.

O Governo tailandês também declarou que o emissário norte-americano encarregado da Coreia do Norte, Joseph Yun, se encontra no país para reuniões que visam apelar a uma pressão acrescida de Banguecoque sobre o regime de Kim Jong-Un.

O general Wanlop Rugsanoah, chefe do conselho de segurança tailandês, indicou à agência France-Presse que os Estados Unidos pediram à Tailândia que "faça mais pressão sobre a Coreia do Norte", nomeadamente através da "redução das relações diplomáticas".

Aliado tradicional de Washington, a Tailândia é um dos raros países do Sudeste Asiático que alberga uma embaixada da Coreia do Norte e que mantinha, até há pouco tempo, ligações comerciais importantes com Pyongyang.

Segundo a diplomacia tailandesa, Banguecoque é o terceiro mais importante parceiro comercial de Pyongyang, a seguir a Pequim e a Seul. Em 2014, as trocas comerciais entre os dois países ascendiam a mais de 100 milhões de euros.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, esteve em Banguecoque em agosto para tentar convencer a Tailândia a isolar Pyongyang, nomeadamente através da redução da emissão de vistos.

A diplomacia tailandesa insiste que está empenhada em aplicar as sanções internacionais contra Pyongyang, com vista a fazer regressar o clima de estabilidade à península coreana.

Já os Estados Unidos criticam que as empresas norte-coreanas de "import-export" utilizem Banguecoque como plataforma regional, mudando frequentemente de nome.

Washington quer convencer os militares tailandeses a fechar estas sociedades para bloquear o canal comercial utilizado até agora livremente pela Coreia do Norte.

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