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Vendas a retalho na China sobem 9,7% nos dois primeiros meses do ano

14 de Março de 2018, 17:37

Pequim, 14 mar (Lusa) - As vendas a retalho na China subiram 9,7%, nos primeiros dois meses do ano, relativamente ao mesmo período de 2017, enquanto a produção industrial cresceu 7,2%, indicou hoje o Gabinete Nacional de Estatística chinês (GNE).

O organismo oficial decidiu publicar em conjunto os dados de janeiro e fevereiro, para evitar as possíveis distorções causadas pelas festividades do Ano Novo Lunar, período em que centenas de milhões de trabalhadores gozam uma semana de férias.

Nos dois primeiros meses de 2017, o setor retalhista registou vendas no valor total de 6,1 biliões de yuan (782.000 milhões de euros).

O ritmo de expansão foi mais lento do que o atingido em 2017, de 10,2%, destaca o GNE.

A produção industrial da China, um importante indicador da segunda maior economia mundial, registou um crescimento homólogo de 7,2%, nos primeiros dois meses do ano, depois de em dezembro de 2017 ter crescido 6,2%.

A produção industrial é utilizada pelas estatísticas chinesas para medir a atividade das grandes empresas, com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros).

O investimento em ativos fixos nos primeiros dois meses do ano subiu 7,9%, em termos homólogos. O investimento no setor imobiliário cresceu 9,9%.

A consultora Capital Economics considerou num relatório que os dados hoje publicados "são amplamente positivos" e "sugerem que a economia chinesa teve um forte início de ano".

A consultora afirma, no entanto, que "espera que o crescimento se desacelere nos próximos meses", devido à "força atual do investimento em imobiliário ser claramente insustentável", e ao "abrandamento do crédito" e uma "política fiscal mais restrita".

JPI // SB

Lusa/fim


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