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Polícia reforça segurança no Parlamento timorense devido a protesto de estudantes

18 de Novembro de 2018, 21:32

Díli, 18 nov (Lusa) - A segurança nas imediações do parlamento timorense vai ser reforçada na segunda-feira após o Movimento Universitário de Timor-Leste (MULT) ter anunciado um novo protesto contra a compra de novas viaturas para os deputados, disse fonte oficial.

A convocatória surge uma semana depois de o Tribunal Distrital de Díli ter aplicado termos de identidade e residência a 22 jovens detidos durante um protesto em frente ao Parlamento timorense, em que a polícia usou balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Questionado sobre o assunto, o comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Julio Hornay defendeu a ação da polícia nos protestos anteriores e disse que estará no terreno para cumprir a lei.

"Vamos assegurar a segurança ao Parlamento Nacional. Os jovens têm o direito constitucional de se manifestar, mas têm de cumprir os seus deveres e respeitar as leis que regulam as manifestações", afirmou.

Hornay referia-se em concreto à lei que vigora desde 2006 que proíbe "a realização de reuniões e manifestações em lugares públicos ou abertos ao público situados a menos de 100 metros dos recintos onde estão sediados os órgãos de soberania" e outros locais referenciados.

Os jovens foram detidos nos incidentes anteriores depois de a polícia considerar que não estavam a respeitar essa lei.

A intervenção da polícia ocorreu depois de vários dias de protestos organizados pelo MULT, que contesta, tal como no passado, a compra de viaturas para os deputados.

Os estudantes contestaram os leilões de veículos usados pelos deputados, a preços muito mais baixos do que o mercado, quando os parlamentares terminam o mandato.

O Parlamento situa-se em frente aos edifícios principais da Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL) e os manifestantes concentram-se num jardim próximo, ao lado da entrada do Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT), no centro de Díli.

Este fim de semana, a missão da ONU em Timor-Leste distribuiu um alerta aos seus funcionários em Timor-Leste, dando conta dos protestos planeados para segunda-feira.

A ONU diz que se esperam multidões, uma forte presença policial e eventualmente estradas cortadas, recomendando aos seus funcionários evitar a zona.

ASP // FPA

Lusa/Fim


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