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Pequim preocupada com detenção por espionagem de empresário chinês na Polónia

11 de Janeiro de 2019, 21:43

Pequim, 11 jan (Lusa) -- O governo de Pequim afirmou hoje estar "muito preocupado" com a detenção na Polónia de um empresário chinês, por espionagem a favor da China, e já pediu a Varsóvia para respeitar os direitos do detido.

Segundo informações hoje prestadas pelas autoridades polacas, um empresário chinês e um outro polaco, ambos funcionários de "uma grande empresa de eletrónica", foram detidos, na terça-feira, por acusação de espionagem a favor do governo chinês, podendo enfrentar uma pena até dez anos de prisão.

Os média polacos e chineses apontam os dois empresários como sendo funcionários da Huawei, mas a empresa tecnológica chinesa não confirmou a informação, limitando-se a dizer que está a acompanhar de perto a situação.

Um tribunal polaco decidiu que os dois empresários deverão ficar em prisão preventiva até ao julgamento, que deverá acontecer nos próximos três meses.

Uma fonte do ministério das Relações Exteriores da China afirmou a "grande preocupação" com este caso e diz que já pediu ao governo polaco um "tratamento justo, de acordo com a lei, e a proteção efetiva" do empresário.

A empresa Huawei foi fundada por ex-engenheiro do exército chinês e encontra-se sob suspeita em vários países -- incluindo os EUA, o Japão e a Austrália - por desrespeito de acordos comerciais internacionais.

Em dezembro, uma alta dirigente da Huawei, e filha do fundador, foi detida num aeroporto no Canadá, acusada de cumplicidade por fraude, ao tentar contornar sanções dos EUA ao Irão.

Vários países colocaram igualmente a empresa chinesa sob investigação, suspeitando de uso indevido de 'software' de comunicações, que poderá colocar em risco a segurança nacional desses mesmos países.

Em todos estes casos, a empresa defende-se, dizendo que não está a fazer espionagem para o governo chinês e que cumpre todos os acordos internacionais.

Nos últimos meses, a Huawei iniciou um processo de estabelecimento de acordos com operadoras europeias para a implantação de sistema G5 de comunicações móveis.

RJP // ANP

Lusa/Fim


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