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Junta militar tailandesa pede marcação de eleições, após quase cinco anos de ditadura

23 de Janeiro de 2019, 15:36

Banguecoque, 23 jn (Lusa) - A junta militar no poder na Tailândia pediu hoje à Comissão Eleitoral do país para marcar uma data para a realização de eleições, após quase cinco anos de ditadura.

Um porta-voz da Comissão Eleitoral, citado pela agência noticiosa espanhola Efe, afirmou que a data das eleições vai ser anunciada num prazo máximo de cinco dias e que a votação deverá ser realizada antes de 09 de maio próximo.

O decreto, assinado pelo rei Vajiralongkorn e publicado no jornal oficial da Tailândia, abre caminho para o país regressar à democracia, após o golpe militar de maio de 2014, liderado pelo atual primeiro-ministro, o general Prayut Chan-ocha.

O primeiro-ministro não indicou ainda se vai concorrer a um segundo mandato.

Os analistas políticos locais consideraram que a data mais provável para as eleições será o dia 24 de março, já que as autoridades querem evitar que os resultados oficiais, que normalmente demoram várias semanas a serem conhecidos, coincidam com os preparativos para a coroação do rei Vajiralongkorn, na primeira semana de maio.

Prayuth Chan-ocha autoproclamou-se primeiro-ministro provisório, um dia depois de os militares terem tomado o poder num golpe de Estado, a 22 de maio de 2014.

Desde o fim da monarquia absoluta em 1932, a Tailândia foi palco de 19 tentativas de golpe de Estado, 12 das quais bem sucedidas.

MIM // EJ

Lusa/Fim


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