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Recenseamento automático quebrou obstáculos -- Sec. Estado Comunidades

12 de Junho de 2019, 20:00

(NOVA VERSÃO, PARA CORRIGIR NO SEXTO PARÁGRAFO O NÚMERO DE PAÍSES ONDE SE ENCONTRAM PORTUGUESES OU LUSODESCENDENTES, QUE É 178)

Mindelo, Cabo Verde, 11 jun 2019 -- O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas destacou hoje, no Mindelo, em Cabo Verde, a importância do recenseamento automático que elevou de 300 mil para 1,5 milhões os cidadãos recenseados no estrangeiro e quebrou obstáculos à igualdade.

José Luís Carneiro falava durante as cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem na cidade do Mindelo, em Cabo Verde, onde se encontra o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro português, António Costa, que acompanhou a deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa à cidade da Praia (ilha de Santiago), na segunda-feira, e durante o dia de hoje, no Mindelo (São Vicente), teve de ausentar-se "por razões inadiáveis", segundo José Luís Carneiro.

Para o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, têm sido várias as medidas que contribuem para uma plena integração dos portugueses no mundo, exemplificando com as leis eleitorais, nomeadamente o recenseamento automático, que "criou uma nova vinculação cívica entre os portugueses no estrangeiro e o seu país de origem".

"Passámos de 300 mil cidadãos recenseados para 1,5 milhões de portugueses recenseados no estrangeiro", afirmou, considerando que a medida quebrou "obstáculos à igualdade".

O governante recordou que, segundo dados das Nações Unidas, existem 5,7 milhões de portugueses e lusodescendentes em 178 países e por todas as regiões do mundo.

Em relação aos portugueses que se encontram em Cabo Verde, José Luís Carneiro referiu que a comunidade é das que "melhor se integrou", recordando que a comunidade cabo-verdiana é a segunda mais importante em Portugal.

O governante reiterou ainda a importância já manifestada pelos chefes de Estado de Portugal e de Cabo Verde no projeto da mobilidade e considerou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como "um espaço de valores, de liberdade e de fraternidade".

Fazem parte da CPLP, além de Portugal e Cabo Verde (que tem a presidência rotativa da CPLP), Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

SMM/RIPE // SR

Lusa/Fim


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