Página gerada às 14:23h, quarta-feira 20 de Novembro

Pequim reafirma apoio a líder de Hong Kong face a pedidos de demissão

17 de Junho de 2019, 18:37

Pequim, 17 jun 2019 (Lusa) - Pequim reiterou hoje apoio à chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, numa altura em que protestos exigem a sua demissão devido a uma proposta de lei que permitiria a extradição para o continente chinês.

"O governo central continuará a apoiar firmemente a chefe do Executivo da Região Administrativa Especial (de Hong Kong)", afirmou o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Lu Kang.

Propostas em fevereiro, as alterações permitiriam que a chefe do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

Lam anunciou no sábado que suspendeu o debate da proposta de lei, na sequência dos protestos da semana passada, mas mesmo assim não conseguiu apaziguar os manifestantes, que no domingo voltaram a encher as ruas do território, exigindo a retirada total do documento e a demissão de Lam.

De acordo com os organizadores, cerca de dois milhões de pessoas participaram no domingo em Hong Kong no terceiro protesto contra as alterações à lei da extradição. A polícia estimou que 338 mil pessoas aderiram ao protesto.

Pequim admitiu que apoia a decisão de suspender o debate, mas o porta-voz da diplomacia chinesa reafirmou que as manifestações não representam "a opinião pública geral" de Hong Kong.

Lu Kang criticou ainda "governos e políticos estrangeiros" por "atirarem gasolina sobre o fogo" desde a apresentação do projeto de lei, em fevereiro.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio 'um país, dois sistemas', precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

JPI // FPA

Lusa/fim


Comentários

Critério de publicação de comentários