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Avião indonésio estreia manga no novo aeroporto do enclave timorense de Oecusse

18 de Junho de 2019, 19:05

Pante Macassar, Timor-Leste, 18 jun 2019 (Lusa) -- Um Airbus A320 da companhia aérea indonésia Citilink, proveniente de Jacarta, fez hoje história ao tornar-se no primeiro avião a usar uma manga em Timor-Leste, no novo aeroporto do enclave de Oecusse, inaugurado hoje.

Cerca das 15:30 locais, o avião com a matrícula PK-GQR -- um charter contratado pela empresa indonésia Wika - aterrou na pista do Aeroporto Internacional de Oecusse -- Rota de Sândalo.

Depois de aterrar de oeste para leste, o aparelho deu a volta na pista de 2.200 metros, e lentamente veio até uma das três mangas do novo espaço.

No primeiro andar do terminal praticamente por estrear, várias individualidades timorenses, incluindo o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, o presidente do Parlamento, Arão Noé Amaral, e o ministro da Reforma Legislativa, Fidelis Magalhães, acompanharam o momento.

De seguida, aplausos pela aterragem do A320 e pelo momento sem precedentes em Timor-Leste: a de um avião a usar a manga de um aeroporto -- ainda que neste caso não se saiba exatamente quando isso voltará a ocorrer.

Pelo menos para já o aeroporto continua a ser servido apenas pelo bimotor de 19 lugares da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), a 'dona' do projeto que custou 120 milhões de dólares (107,2 milhões de euros).

Momentos depois da operação simbólica na pista, no outro lado, onde um gigantesco cartaz mostra que se está no Aeroporto Internacional de Oecusse Ambeno Rota de Sândalo, caberia a Francisco Guterres Lu-Olo tocar a buzina que oficialmente inaugurou a infraestrutura.

Várias individualidades timorenses, representantes do corpo diplomático e muitos convidados, testemunharam com muitos dos habitantes da capital do enclave -- a zona mais isolada de Timor-Leste -- a abertura do que as autoridades regionais querem que seja a nova porta de entrada no país.

Mari Alkatiri, presidente da RAEOA, reiterou isso mesmo, num discurso em que relembrou que foi o sândalo das montanhas de Timor que ajudou na rota da seda e que hoje o aeroporto pode ajudar a cimentar os laços com a vizinha Indonésia.

Uma "janela" que marca também o apoio unânime das forças políticas timorenses que, em 2014, apostaram na RAEOA e na Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM), projeto que nasce com o apoio "de toda a liderança de 1974 e 1975", disse Alkatiri.

"Todos colaboraram para permitir este processo em Oecusse. Só estou triste por o irmão Xanana Gusmão não estar aqui neste momento", disse Alkatiri.

Mari Alkatiri falava a poucas semanas de concluir o seu mandato como presidente da RAEOA, cabendo ao primeiro-ministro, Taur Matan Ruak propor ao Presidente da República a renovação do mandato ou um novo nome para liderar o projeto.

ASP // VM

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